Responsável pela Submissão

Carla Adriana Rocha (Cédula nº 3549) | Entidade: Divisão de Intervenção dos Comportamentos Aditivos e Dependências, ARS, Norte, I.P. | Endereco: Rua da Constituição nº 195, 4º Andar | Cidade: Porto | País: Portugal | Telefone: 220411656 | Email: carla.rocha@arsnorte.min-saude.pt

Autores

Carla Adriana Rocha

Equipa Técnica

Psicólogo

Nível de Intervenção

Universal

Tema

Consumo de substâncias | Consumo de substâncias - Álcool | Dependência do jogo | Comportamentos Sexuais de risco - gravidez na adolescência | Riscos psicossociais

Estratégias

Sensibilização | Psicoeducação | Treino de competências pessoais e sociais através de metodologias ativas e participativas. Formação de técnicos.

Público-Alvo

Adolescentes | Adultos

Contexto da Aplicação

Escolar

Descrição Livre

O Programa Riscos & Desafios é um programa compreensivo, transversal e co curricular de prevenção de comportamentos aditivos e dependências, constituído por um conjunto de 8 sessões semanais de duas horas, dirigido a estudantes a frequentar o 1º ano do ensino superior. Enquadra-se dentro dos programas psicossociais de desenvolvimento de competências de vida, e combina o treino de competências pessoais e sociais gerais com o treino em competências de resistência, partindo do princípio de que ao promover nos jovens as suas competências se reduzirá a sua motivação para os comportamentos aditivos e a implicação em atividades desviantes. Inclui múltiplas componentes, tais como informação; tomada de decisão; consolidação da identidade; competências de comunicação; desenvolvimento da autonomia e de relações interpessoais positivas; regulação emocional, entre outras. Os materiais preventivos que utiliza incluem o Manual para o dinamizador com detalhados planos para as sessões, textos de apoio, fichas de trabalho e guiões informativos para os estudantes.

Critérios de Qualidade

Inclui avaliação de resultados pré-pós-teste | Utiliza controlo de grupo | Inclui avaliação em follow-up

Objectivo geral

Prevenir comportamentos aditivos e dependências através da diminuição dos fatores de risco e da promoção de fatores de proteção e da adoção de estilos de vida saudáveis.

Objectivos específicos

1) Facilitar a adaptação e o sucesso do estudante no contexto universitário; 2) Promover a construção de uma rede social de apoio entre os estudantes; 3) Desenvolver competências pessoais e interpessoais; 4) Promover comportamentos de proteção e prevenir comportamentos de risco para a saúde; 5) Promover a consolidação da identidade; 6) Diminuir as taxas de abandono no primeiro ano de frequência universitária; 7) Reduzir a prevalência do consumo de substâncias psicoativas entre os jovens e atrasar a idade do primeiro consumo; 8) Evitar a transição da experimentação de substâncias para o abuso e dependência; 9) Limitar o número e o tipo de substâncias utilizadas; 10) Aumentar o nível de informação/sensibilização sobre o álcool e os riscos associados ao seu consumo; 11) Diminuir as consequências negativas do consumo nos indivíduos que consomem drogas ou têm problemas de abuso ou dependência das mesmas; 12) Educar os indivíduos para que sejam capazes de manter uma relação madura e responsável com substâncias psicoativas.

Teoria / Modelo conceptual

Serviram de base concetual à elaboração deste programa o Modelo de Saúde Pública, de Crenças de Saúde e de Competência; o Modelo da ação racional de Fishbein e Ajzen; a Teoria da Aprendizagem Social de Bandura; o Modelo do Desenvolvimento Social de Catalano e Hawkins; a Teoria para a Conduta de Risco dos Adolescentes de Jessor e Jessor; o Modelo das Competências de Vida de Botvin; o Modelo Compreensivo e Sequencial das fases do consumo de drogas de Becoña; a Teoria dos Sete Vetores de Chickering e Reisser e o Modelo Narrativo.

Indicadores da avalição do processo

A avaliação processual contempla a avaliação da formação de técnicos, do planeamento da intervenção, da caracterização do grupo-alvo e da implementação do Programa, com recurso aos seguintes instrumentos: 1) Ficha de Identificação do Dinamizador; 2) Ficha de Inscrição do Estudante; 3) Folha de Presenças/Sumário; 4) Ficha de Implementação da Sessão; 5) Questionários Pós Programa (estudantes e dinamizador); 6) Avaliação do Programa e do Grupo e 7) Questionário Pós-Formação (dinamizadores).

Indicadores da avaliação de resultados

Este estudo incluiu um desenho experimental, com medições pré, pós-teste e follow-up (6 meses). Os indicadores avaliados foram: consumo de álcool, tabaco e cannabis, consequências negativas do consumo, atitudes positivas face ao consumo de substâncias, perceção do risco, disponibilidade percebida, estimativa percebida de consumo por parte dos amigos, autoestima, autocontrole, regulação emocional, adaptação à universidade, busca de sensações e depressão. O questionário de avaliação de resultados utilizado neste estudo intitula-se “Questionário sobre atitudes, hábitos e comportamentos de estudantes universitários”. Para além da recolha dos dados de caracterização sociodemográfica, de dados relativos ao consumo de substâncias psicoativas e à sexualidade, inclui os seguintes instrumentos de avaliação: AUDIT (Babor et al,1989), Escala de Autocontrolo (Wills et al., 2007), Escala de Sensation Seeking versão V (Zuckerman, 1978), Questionário de Vivências Académicas (Almeida e Ferreira, 1997), Escala de Autoestima Global de Rosenberg (Rosenberg, 1965) e Inventário de Depressão de Beck (Vaz Serra & Pio Abreu, 1973).

Referência de instrumentos válidos para a população Portuguesa

AUDIT (Babor et al,1989), Questionário de Vivências Académicas (Almeida e Ferreira, 1997), Escala de Autoestima Global de Rosenberg (Rosenberg, 1965) e Inventário de Depressão de Beck (Vaz Serra & Pio Abreu, 1973).

Investigação

Utiizado grupo de controlo | Distribuição experimental e grupo de controlo aleatório | Avaliação em follow-up: 6 meses | Avaliação do programa publicada em revista científica: Rocha, C. (2015). Programa de Prevenção das Toxicodependências no Ensino Superior. Universidade de Santiago de Compostela.